terça-feira, 20 de outubro de 2015

Como identificar e estimular uma criança com altas habilidades?

Estima-se que no Brasil existam 2,5 milhões de alunos com altas habilidades ou superdotação nos ensinos fundamental e médio



No entanto, o Censo Escolar de 2010 identifica apenas 11 mil estudantes.
TV CÂMARA
SUPERDOTADOS
Não é simples chegar ao diagnóstico porque os sinais podem ser confundidos com problemas como dislexia, déficit de atenção ou outros transtornos de aprendizagem.
Os superdotados têm raciocínio e aprendizagem rápidos, são curiosos, pesquisadores natos. Na infância, tendem a querer conviver mais com os adultos e podem ter problemas de interação social. Muitos apresentam baixo desempenho escolar por acharem as aulas desestimulantes e sem nenhum desafio.
Mas como identificar uma criança com altas habilidades? E quais são as escolas mais indicadas para esses casos?
Participação Popular conta com a presença das entrevistadas: a deputada Profª. Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO)Macaé Evaristo dos Santos, secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação, e Vera Lúcia Palmeira Pereira, presidente do Conselho Brasileiro de Superdotação (Conbrasd).
E nossa equipe externa vai estar no Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB), em Brasília, entrevistando estudantes, pais de alunos, e também Valquíria Theodoro, presidente da Associação de Pais, professores e Amigos dos Alunos com Altas Habilidades / Superdotação do DF; e Maria Zuleide Vieira de Sousa, professora-tutora do Atendimento Especializado ao Estudante com Altas Habilidades /Superdotação DF.
Dicas rápidas aos professores de como identificar alunos superdotados
Texto de Selma Carvalho
A Revista "Nova Escola", da Editora Abril, em uma reportagem sobre alunos Portadores de Altas Habilidades e Superdotação, apresenta 24 "Dicas de como identificar alunos Superdotados".
Reserve alguns minutos para listar os nomes dos alunos que logo vêm à sua mente quando você lê as descrições abaixo. Utilize essa lista (preparada pelo MEC) como uma "associação livre" e de forma rápida. É provável que você encontre mais do que um estudante em cada item.
Quem exibir consistentemente vários dos comportamentos tem fortes chances de apresentar altas habilidades.
  • Aprende fácil e rapidamente.
  • É original, imaginativo, criativo, não convencional.
  • Está sempre bem informado, inclusive em áreas não comuns.
  • Pensa de forma incomum para resolver problemas.
  • É persistente, independente, autodirecionado (faz coisa sem que seja mandado).
  • Persuasivo, é capaz de influenciar os outros.
  • Mostra senso comum e pode não tolerar tolices.
  • Inquisitivo e cético, está sempre curioso sobre o como e o porquê das coisas.
  • Adapta-se com bastante rapidez a novas situações e a novos ambientes.
  • É esperto ao fazer coisas com materiais comuns.
  • Tem muitas habilidades nas artes (música, dança, desenho etc.).
  • Entende a importância da natureza (tempo, Lua, Sol, estrelas, solo etc.).
  • Tem vocabulário excepcional, é verbalmente fluente.
  • Aprende facilmente novas línguas.
  • Trabalhador independente.
  • Tem bom julgamento, é lógico.
  • É flexível e aberto.
  • Versátil, tem múltiplos interesses, alguns deles acima da idade cronológica.
  • Mostra sacadas e percepções incomuns.
  • Demonstra alto nível de sensibilidade e empatia com os outros.
  • Apresenta excelente senso de humor.
  • Resiste à rotina e à repetição.
  • Expressa ideias e reações, frequentemente de forma argumentativa.
  • É sensível à verdade e à honra.
Apresentação — Fabricio Rocha
Fonte: TV Câmara.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Conheça quatro sites para aprender programação

Alfabetização digital. Você já deve ter ouvido esse termo, certo? Acontece que, com o passar dos anos e o desenvolvimento cada vez maior das Tecnologias da Informação (TICs), essa expressão começa a ter seu significado ampliado.

Hoje em dia, não basta familiarizar o aluno com o ambiente cibernético para utilizar as principais ferramentas do computador, como o editor de texto ou navegadores de internet. Já é possível compreender como os programas foram criados, qual sua lógica de operação, que ferramentas as indústrias utilizam para criá-los e aprender a criar os próprios jogos, programas e aplicativos de celular. Mas, como isso é possível? A resposta: linguagem de programação.

Para se ter uma ideia da importância do negócio, basta dizer que o governo dos Estados Unidos lançou a campanha “Hour of code” (Hora do código), lançada dentro da Semana do Ensino da Ciência da Computação, para incentivar estudantes de diferentes idades a escreverem suas primeiras linhas de código e desfazer a ideia de que programação é coisa para poucos.

Listamos a seguir quatro sites interessantes para você conhecer essa linguagem e planejar a melhor maneira de incluir esse conteúdo em suas aulas. E o melhor: você não precisa ser um expert em informática para utilizá-los.

Hora do Código

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Lançada pelo presidente americano Barack Obama na abertura da Semana de Ensino da Ciência da Computação, que aconteceu de 9 a 15 de dezembro de 2103, a plataforma reúne uma série de tutoriais – sempre precedidos por uma apresentação em vídeo das atividades propostas – para diversas faixas etárias e com diferentes níveis de complexidade sobre algumas das principais linguagens de programação. As atividades vão desde a criação de movimentos para o simpático passarinho do jogo Angry Birds até o desenvolvimento de aplicativos para smartphones, passando pelo ensino de fundamentos de linguagens como Java Script e Python.A maior parte do conteúdo está em inglês, mas é possível encontrar alguns exercícios em português escolhendo o idioma na caixa de seleção no rodapé da página inicial.

Scratch


scratch
Desenvolvido pelo laboratório de mídia do renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (o MIT, sigla em inglês), o site é voltado principalmente para o público entre 8 e 16 anos. Com ele, é possível criar facilmente, por meio de bloquinhos com diversos comandos que se encaixam para a formação do código, animações, jogos e histórias interativas que apresentam, de forma simples e divertida, a lógica de funcionamento da programação. O site está disponível em português e em mais 40 línguas. O menu de idiomas também se encontra na parte inferior da página. Acesse aqui.

App Inventor


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Curso online gratuito, transmitido pela plataforma de Moocs (sigla em inglês para Cursos online massivos e gratuitos. Saiba aqui o que são e como funcionam os Moocs), foi desenvolvido pelo MIT com aulas em vídeo legendadas e material disponível em português. O objetivo é que os alunos estejam aptos a desenvolver um aplicativo para celular ao final do curso, que dura seis semanas. Não é preciso ter conhecimento prévio de programação para realizar o curso. Para participar, basta fazer a inscrição no site do projeto.

CC50 (Ciência da Computação 50)

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Plataforma do curso de mesmo nome oferecida pela Universidade de Harvard e que foi inteiramente traduzida para o português em 2011 pelo então estudante do curso de Eletrotécnica do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) Gabriel Guimarães. A versão brasileira do curso foi autorizada e apoiada pelo professor titular do curso em Harvard, David Malan, que disponibilizou todo o material para que Gabriel o traduzisse.

O CC50 é o módulo básico do curso de Ciência da Computação oferecido pela universidade americana, baseado na linguagem de programação C – linguagem base para o desenvolvimento de sistemas e softwares – e conta com aulas em vídeo, desafios de resolução de problemas e material didático disponível para download. A duração estimada do curso completo é de cerca de três meses, com duas aulas semanais de uma hora.

Fonte: Nova Escola

Aplicativos ensinam programação a crianças

Em fevereiro, nomes gigantes da tecnologia como o fundador da Microsoft, Bill Gates, e do Facebook, Mark Zuckerberg, se juntaram a uma campanha lançada pela code.org para estimular o ensino de programação nas escolas . O projeto diz que nesta década serão criados mais de 1,4 milhões de empregos em programação, mas até 2020 os Estados Unidos formarão apenas 400 mil estudantes na área.

No app Daisy the Dinosaur, crianças executam comandos que resultam em ações da personagem.

Se as escolas não ensinam, alguns aplicativos e ferramentas disponíveis na internet tentam preencher essa lacuna. O site Read Write Webseparou seis desses serviços, voltados para crianças de 5 a 15 anos, que queiram aprender a programar, seja Ruby, seja Java.

Codecademy (acima de 12 anos)

Esta ferramenta pretende ensinar programação a qualquer pessoa, até mesmo adolescentes. Apesar da interface não ser tão atraente e colorida quanto a de outros aplicativos, o Codecademy é amigável e simples de entender. A ferramenta pretende iniciar as pessoas em linguagens como Python, Ruby, PHP, HTML ou JavaScript. O tutorial está tentando expandir seu apelo aos jovens em uma campanha para treinarem programação depois da aula, incentivando os alunos e educadores a iniciarem um clube de programação em suas escolas.
Criado pelo MIT em parceria com empresas como Microsoft, Intel e Nokia, o Scratch usa uma linguagem de programação que facilita a criação de histórias interativas, animalções, jogos, música e arte e seu compartilhamento na internet. Segundo os criadores, na medida que os jovens criam e compartilhas projetos na ferramenta, aprendem importantes ideiais matemáticas e computacionais, ao mesmo tempo em que aprendem a pensar criativamente.

Scratch (acima de 8 anos)

Criado pelo MIT em parceria com empresas como Microsoft, Intel e Nokia, o Scratch usa uma linguagem de programação que facilita a criação de histórias interativas, animalções, jogos, música e arte e seu compartilhamento na internet. Segundo os criadores, na medida que os jovens criam e compartilhas projetos na ferramenta, aprendem importantes ideiais matemáticas e computacionais, ao mesmo tempo em que aprendem a pensar criativamente.

Ferramenta na web ensina noções de Javascript seguindo a orientação de um monstrinho.


Code Monster (de 9 a 14 anos) 

Esta ferramenta, que pode ser acessada diretamente no navegador, um monstro orienta as crianças sobre como alterar as variáveis do Javascript, o que modifica a aparência dos blocos na tela ao lado. Cada nova lição traz novas cores e formas para o lado direito da tela.

Alice (acima de 8 anos) 

O Alice foi criado por pesquisadores da Universidade de Virgínia como uma introdução à programação orientada a objetos. Na ferramenta, os jovens aprendem conceitos fundamentais de programação no contexto de criação de filmes animados e videogames simples. Os objetos 3D povoam um mundo virtual em que os alunos arrastam e soltam peças para criar o programa. Assim, eles conseguem ver a relação que existem entre as instruções de programação com o comportamento dos objetos na animação.

Daisy the Dinosaur (de 5 a 8 anos) 

O aplicativo para iPad pretende ensinar os conceitos básicos da lógica de programação para as crianças. O funcionamento é simples: blocos com comandos como "rolar", "saltar" e "crescer" são arrastados para uma área de programação. Ao apertar play, os jogadores veem uma relação direta entre os comandos e as ações que o dinossauro executa.

Hackety-Hack (acima de 13 anos) 

O programa dá uma introdução para adolescentes na linguagem Ruby. O programa tem uma interface dividida em duas telas: um editor para a introdução de comandos e testar programas e uma lição que esclarece o código. Depois do tutorial, os usuários criam e compartilham programas e jogos simples.

Fonte: Terra

domingo, 19 de julho de 2015

Mexicana superdotada é psicóloga mais jovem do mundo


Ela terminou o ensino primário aos seis anos e o ensino secundário um ano depois. Começou a universidade aos 10 anos e no próximo mês, aos 13, será a psicóloga mais jovem do mundo.
A mexicana Dafne Almazán é superdotada, assim como seu irmão Andrew, de 20 anos, e sua irmã Delanie, de 17. Recentemente, ela foi incluída na lista das 50 mulheres mais poderosas do México, o que considera "impressionante".
"Disseram que foi porque meu caso era inspirador", contou à BBC Mundo.
Em agosto, quando ela terminar seus estudos à distância no Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, no entanto, ela não começará imediatamente a atender pacientes.
Dafne pretende fazer um mestrado e já pensa em um doutorado.
"Todos estes conhecimentos vão me servir para ajudar crianças superdotadas, que é a área à qual eu quero me dedicar. Quero que minha história abra novas portas às crianças e destrua o mito de que nós não temos infância."
Leia mais: O surpreendente lado ruim de ser inteligente
Leia mais: Até onde vai nossa capacidade de memória?

'Atividades normais'

Foto: Cedat: Uma das brincadeiras dos irmãos superdotados Dafne, Andrew e Delanie era recriar a Revolução FrancesaUma das brincadeiras dos irmãos superdotados Dafne, Andrew e Delanie era recriar a Revolução Francesa
Apesar de estudar 12 horas por dia, Almazán afirma conseguir levar a vida como uma garota normal de 13 anos. Ou quase.
"Não é porque estou na universidade que não posso continuar me divertindo, então quando minhas amigas vêm, vemos filmes, conversamos, brincamos, (fazemos) atividades normais", explica.
Mas isso acontece quando ela não está estudando, fazendo taekwondo – já é faixa amarela – pintando, tocando piano ou dando aulas de mandarim a outros superdotados. A garota também já praticou balé clássico, natação e patinagem artística no gelo.
Mas seus próximos passos não serão no mundo dos esportes e das artes. "Tenho que me desenvolver profissionalmente para depois ter as ferramentas necessárias para ajudar as crianças, para que elas não sofram e vejam que é possível fazer tudo isso", afirma.
Dafne dá aulas para alguns dos 250 alunos do Centro de Atenção ao Talento (Cedat), uma instituição fundada por seus pais com o objetivo de acolher crianças e jovens com capacidade intelectual acima da média no México.
"Alguns deles tem dificuldades para escrever os caracteres ou pronunciar as palavras (em chinês), então decidi ajudá-los", diz a jovem psicóloga, que também fala inglês, francês e latim.
"Quando eu terminar o doutorado, gostaria de dar aulas a crianças. Eu gosto muito de ensinar."
Leia mais: Seis lições para aprendermos com os gênios

'Aceleração radical'

Asdrúbal Almazán | Foto: BBC Mundo: Pai de Dafne afirma que, mesmo realizando muitas atividades, crianças superdotadas têm tempo para brincarPai de Dafne afirma que, mesmo realizando muitas atividades, crianças superdotadas têm tempo para brincar
O pai da garota, Asdrúbal Almazán, diz que o Cedat se baseia em um modelo educacional desenvolvido pelo irmão mais velho de Dafne, Andrew – que é, até o momento, o psicólogo mais jovem do mundo, segundo a organização World Record Academy.
O modelo psicopedagógico é chamado de teoria nomênica e se baseia na segregação total das crianças superdotadas. A chave do sucesso, segundo ele, é deixá-las principalmente longe dos adultos. "As crianças se desajustam", afirma Almazán.
Em seus estudos no centro, Dafne também seguiu o modelo de "aceleração radical", que seu pai explica como "deixar que a criança aprenda sem nenhum freio".
"Às vezes pode parecer que estamos tirando a infância deles. Uma menina de 13 anos que estuda chinês, francês, inglês, piano, robótica, e artes plásticas. As pessoas pensam que não dá tempo."
"Mas não é assim. É simplesmente organização, porque eles também jogam, brincam."
Dafne vai falar sobre sua experiência com a "aceleração radical" em agosto, na Dinamarca, durante um congresso do Conselho Mundial de Crianças Superdotadas e Talentosas (WCGTC, na sigla em inglês).

Em família

Almazán também diz que a estabilidade emocional e a unidade do núcleo familiar são importantes para que os superdotados se desenvolvam. No entanto, ele reconhece que, na sua família, o caminho não foi fácil.
"O primeiro, Andrew, nos deu mais trabalho. Foi porque nos vimos sem respostas, pensávamos que tinhamos um filho diferente que não se ajustava em nenhum lugar", relembra.
"Essa foi a razão para abrirmos o centro. Para poder atender crianças que, como ele, aprendem muito rápido e não têm as pessoas adequadas para guiá-los e ver como sofrem por serem diferentes."
No princípio, ele afirma que "tiveram muitos diagnósticos errados" sobre o que havia de diferente com seu filho. "Nos rebelamos, assumimos que ele era uma criança superdotada e começamos a nos preparar para entender o fenômeno."
Aos 20 anos, Andrew não só é psicólogo como também se formou em medicina, tem um mestrado em educação, está terminando um doutorado e é pesquisador.
Segundo dados do Cedat, 93% das crianças superdotadas são diagnosticadas erroneamente com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o que pode gerar tratamentos inadequados e provocar a perda de suas capacidades.
Mesmo preparados, os pais de Dafne não queria que, porque seus irmãos eram superdotados, ela se sentisse pressionada.
Dafne Almazán | Foto: Cedat: Dafne aprendeu a andar antes de completar um ano. Aos dois anos e meio, sabia ler e escreverDafne aprendeu a andar antes de completar um ano. Aos dois anos e meio, sabia ler e escrever
No entanto, a garota mostrou ser precoce ainda antes de um ano, quando aprendeu a caminhar. Seus pais davam giz de cera para que ela pintasse, mas ela insistia em pedir lápis.
Observando sua irmã e usando os lápis para escrever em um guardanapo que escondia, aprendeu a ler e a escrever aos dois anos e meio.
"Ela queria os lápis porque, com os giz de cera, não podia escrever. Quando vimos que ela aprendeu a ler, pensamos: 'Não podemos lutar contra isso'", diz o pai.
Segundo ele, entre os irmãos havia competição e ciúme, algo comum entre crianças com capacidade intelectual acima da média.
"Todos são muito competitivos, querem ser os melhores. Então na dinâmica familiar, os pais devem focar sobretudo em ensiná-los respeito."
Mesmo assim, as brincadeiras dos irmãos também eram oportunidades de aprendizado.
"Os três brincavam de Revolução Francesa, imprimindo os retratos dos personagens e jogando em um mapa. Para nós, era muito bom ver que estavam aprendendo."

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Conheça o estagiário de 15 anos que descobriu um novo planeta

Um adolescente inglês chamado Tom Wagg descobriu aos 15 anos um planeta que está a cerca de mil anos-luz distante da Terra e era desconhecido pela comunidade astrônomica.
Há dois anos, durante um estágio na universidade Keele, na Inglaterra, ele encontrou WASP-142b, um exoplaneta cuja existência demorou dois anos para ser confirmada. Ele é do tamanho de Júpiter e fica dentro da constelação Hydra. 
Wagg, atualmente com 17 anos, descobriu o planeta enquanto trabalhava em um projeto do governo britânico chamado projeto Wide Angle Search for Planet. O novo planeta é o 142º a ser encontrado no projeto, por isso o número que acompanha seu nome. Segundo a universidade Keele, Wagg é a pessoa mais jovem a descobrir um planeta na história.
© Fornecido por Info
Segundo a BBC, Wagg não descobriu o corpo celeste (muito) distante por acaso, olhando em um telescópio. O adolescente encontrou o WASP-142b por meio de uma série de cálculos e análise de dados.
WASP-142b© Fornecido por Info WASP-142bA instituição na qual ele estagiava usa uma série de aparelhos para monitorar o espaço, rastreando o brilho das estrelas. Wagg descobriu o planeta quando o brilho de uma das estrelas registrou uma leve oscilação: exatamente o momento no qual o planeta estava orbitando entre a estrela e o telescópio.
Fonte: BBC

terça-feira, 26 de maio de 2015

Garoto de 14 anos cria aplicativo e fatura cerca de R$ 100 mil por mês

David Braga é um empreendedor mirim que criou um aplicativo para 
vender material escolar na internet, com quase 3 mil clientes já cadastrados.




Tem gente que começa a ganhar dinheiro bem antes de entrar na universidade. É o caso do David, de 14 anos, que inventou um aplicativo para vender material escolar na internet.
Sair com os amigos, estudar. É assim a rotina de muitas crianças e adolescentes brasileiros.

O David faz tudo isso. Divide o tempo entre o lazer e os estudos. A diferença é que esse adolescente de 14 anos também trabalha, e muito. É um empreendedor precoce e a criação dele fatura R$ 100 mil por mês. 

É um aplicativo que agiliza a compra de material escolar, sem precisar ir à livraria. Basta preencher os campos com o nome do colégio e a série do aluno, que todos os itens aparecem assinalados. 

"É muito simples: é uma lógica invertida de e-commerce. Onde as pessoas entram lá, já vai estar tudo selecionado, por isso a lógica invertida, então o que já tem, ela apenas desseleciona", diz David Braga, empreendedor mirim. 

A compra leva menos de cinco minutos. A startup tem quase 3 mil clientes cadastrados só em Alagoas. 

“Ele assim fez uma coisa muito bem feita com opção de escolha de capa de caderno, de tipo de borracha, então achei bem interessante e que vale muito a pena”, conta a empresária Carla Simões. 

O dinheiro é rigorosamente controlado pelos pais e a renda é quase toda revertida para investimentos futuros. 

"O plano é todo para reinvestir no próprio negócio dele e no material de trabalho dele que ele investe", diz a empresária Cristiana Peixoto Braga, mãe de David. 

Um especialista do Sebrae dá dicas de como os pais devem agir quando percebem a vocação dos filhos para o empreendedorismo. 

"Transformar essa ideia de negócio em um modelo de negócio e em um plano de negócio, com orientação técnica e empresarial, mas mais uma vez investindo nas relações humanas dentro da família. Explorar a ideia de negócio e não a criança como um negócio", afirma Marcos Alencar, especialista em empreendedorismo. 

"Eu brinco, eu bagunço, eu paquero, namoro, faço de tudo que um adolescente, uma criança normal faz. E ainda dá tempo para empreender. Você vai falhar várias vezes. Mas não desista, você consegue", orienta o empreendedor mirim David Braga.

Fonte: Amorim Neto
Maceió, AL

sexta-feira, 22 de maio de 2015

PROMESSA DE NOVA JÓIA DO FUTEBOL BRASILEIRO GAROTO PRODÍGIO NÃO VIRA REALIDADE

Meia-atacante chega à marca de 10 dispensas na carreira com apenas 20 anos


Pelo que foi apurado pela reportagem, Jean Chera nunca caiu nas graças da comissão técnica. Descompromissado nos treinos, ele não demonstrava intensidade nos trabalhos. Para piorar, o percentual de gordura do atleta sempre esteve acima do estipulado no Dourado. Enquanto os atletas atingem no máximo 10 de percentual, Jean Chera nunca baixou de 14. 

As constantes baladas do atleta também não caíram bem na equipe. Por diversas vezes ele foi multado por não acatar as ordens da diretoria e comissão técnica. Em recente entrevista, Jean falou do sistema tático do Cuiabá em que praticamente todos os atletas têm que marcar. Ele afirmou que não se encaixava nesse estilo de jogo. 

- Sigo me esforçando nos treinos, mas não tenho tido oportunidades. O Cuiabá tem um estilo de jogo que não me favorece. Porém não vou desistir de tentar - disse, no dia 16 de abril, sentado nas arquibancadas da Arena Pantanal, enquanto o Cuiabá empatava com o Luverdense pela Copa Verde. 
Assim que foi apresentado no Dourado, a esperança era que finalmente Jean Chera emplacasse no futebol. Perto da família - que mora em Vera (460 km de Cuiabá) -, na disputa de um torneio estadual considerado mais fraco e mais maturidade foram apontados como alguns dos motivos para um possível sucesso. Em vão. 

A reportagem entrou em contato com o jogador, mas ele afirmou que não irá se manifestar sobre a saída por enquanto. 

Apontado desde o começo da carreira no Santos como o Messi de Mato Grosso, Jean Chera treinou com Neymar, sendo ambos apontados como futuro do futebol brasileiro. Agora, ele acumula 10 equipes com apenas 20 anos: Santos, Genoa-ITA, Flamengo, Atlético-PR, Cruzeiro, Oeste, CS Universitatea Craiova-ROM, Pinheiros-SC, Paniliakos-GRE e, por fim, Cuiabá. 
Jean Chera Arena Pantanal 2015 (Foto: Olímpio Vasconcelos)Jean Chera pouco tocou na bola quando entrou (Foto: Olímpio Vasconcelos)